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Sabe, eu nunca gostei de notebook. Sempre achei aquela maletinha feia e frágil, além de cara. Mas como a tecnologia sempre está à frente com aparelhos cada vez menores, resolvi passar um tempo com um emprestado do Luís. Mas o problema é que comecei com um modelo um pouco desatualizado.
O portátil tinha sistema operacional Windows 3.11 (pasmem!), 128Mg de RAM, outros atrasos mais. De cara o troço emperrou o drive de CD e não consegui nem carregar uma musiquinha em MP3 que tava no disco. Travou algumas vezes, tive de reiniciar porém aguardando uma eternidade a reentrada no sistema. Foi uma experiência extremamente frustrante até porque eu tinha dito pra mim mesmo pra deixar de lado aquele velho preconceito com os netebooks.
Mas vamos deixar de bobagem e vamos ao que interessa: no primeiro semestre de 2007 uma empresa inglesa chamada Luvaglio lançou um notebook de um milhão de dólares. Pois é, você pode perguntar: é de ouro ou cravejado de brilhantes? Nada disso, o brinquedinho tem apenas algumas inovações como:
- Tela widescreen de 17″ com design especial anti-reflexivo
- HD de 128Gb e um drive blue-ray
- Um limpador de tela integrado
- Uma peça de diamante colorido no botão de ligar que atua como identificador
- Todo um trabalho de design, atenção em detalhes, e outras cositas mas.
Segundo o fabricante, a marca dispõe-se a redefinir o luxo em alguns setores e a tecnologia sendo um deles. Isso justifica, segundo eles o preço.
Veja só, toda semana recebo ofertas de notebooks das principais lojas do Brasil com preços e prazos cada vez mais atraentes o que me leva a perguntar: por que alguém compraria um notebook desses por R$ 1.000.000? Deve ser a necessidade de ostentar riquezas acessíveis a pouquíssimos mortais.
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