PARIS, 14 jul 2007 (AFP) – As famílias das vítimas líbias no caso das enfermeiras búlgaras condenadas à morte na Líbia “teriam aceitado uma indenização de um milhão de dólares por família”, mais de US$ 400 milhões no total, afirmou neste sábado uma fonte ligada ao processo.
A Suprema Corte da Líbia confirmou na quarta-feira a pena de morte para cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino condenados por contaminar 438 crianças com o vírus da Aids, das quais 56 em um hospital líbio.
No entanto, Tripoli anunciou que chegou a um acordo financeiro com as famílias das vítimas para evitar a sentença de morte, embora os termos do acordo não tenham sido detalhados.
O acordo abre a possibilidade de a pena de morte ser mudada para pena de prisão, que os acusados podem cumprir na Bulgária, afirmou sábado um dos advogados das enfermeiras, o francês Emmanuel Altit.
Pelo que sei e li numa notícia posterior, as famílias já receberam a indenização de 460 milhões de dólares e a pena de morte para os supostos assassinos seria substituída por prisão em outro país já que a Líbia, através de seu principal governante, o líder líbio Muamar Kadafi, estaria ensaiando uma volta aos círculos internacionais, depois de anos de isolamento. Esse processo, que já dura quase 10 anos, seria um dos principais obstáculos para o retorno do líder ao circuito mundial.
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